<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21117176</id><updated>2011-08-06T11:07:40.420-03:00</updated><title type='text'>Take your time and write</title><subtitle type='html'>Este é o espaço para simplesmente escrever. Vamos falar do que quisermos, do que tivermos vontade. Prometemos tentar nos manter nos limites dos assuntos interessantes. Mas é só pra escrever, qualquer hora do dia, sobre o que quisermos falar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oursidestory.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oursidestory.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00719516386699176453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21117176.post-114856508854259517</id><published>2006-05-25T10:44:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T10:51:28.556-03:00</updated><title type='text'>Educação no Brasil</title><content type='html'>Voltando ao assunto minhas férias (parece redação de colégio), quando estive na Bahia há cerca de dois meses (estou comentando demais sobre esta semana na Bahia, mas é que realmente foi uma ilha de tranqüilidade no meio de um mar de trabalho e preocupações) tive conversas muito interessantes com um amigo de meu pai, o sr. Heinz Gruber. Este austríaco, residente no Brasil há mais de 15 anos, se constitui em uma pessoa interessantíssima, daquelas que temos o prazer de encontrar em nossas vidas e cuja passagem é sempre edificante. Além de ser um homem portador de uma inteligência admirável e culturalmente excepcional, o que mais me impressionou no Sr. Gruber é a forma como este aproveita a vida, nunca perdendo um minuto sequer do seu dia, e sempre disposto a conhecer tudo ao seu redor. Principalmente se for algo ligado à natureza, à causa ambiental que abraçou ao lado de sua esposa e em que se constitui em uma das pessoas mais engajadas (tenho especial predileção por pessoas que saem do discurso e partem para a ação) neste assunto em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, poderia ficar um bom tempo por aqui falando dessas histórias, mas vou focar em uma questão, na qual tivemos uma conversa muito interessante, e que se estendeu basicamente por termos pontos de vista diametralmente opostos: educação no Brasil. Partindo de um ponto em comum, que a educação no Brasil é extremamente atrasada (na última prova do PISA - OCDE os estudantes brasileiros ficaram em último lugar em todas as provas: matemática, leitura e ciências) e que pouco ou nenhum investimento efetivo é feito para melhorar este quadro, discordamos sobre a abordagem para resolver esta questão no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe, antes de elucidar os dois pontos de vista, que a discussão surgiu, pois o Sr. Gruber, acompanhado de meu pai, ao visitarem uma casa no povoado de Comandatuba conheceram uma menina estudante da 7ª série (se não me engano) em uma escola pública, e ao conversar com ela sobre seus estudos e descobriram que a mesma tinha aulas de filosofia. No jantar, o Sr. Gruber expôs que achava um absurdo as escolas preocuparem-se em ensinar filosofia se as crianças mal sabiam ler, devido ao ensino deficitário em anos anteriores, e que na verdade o certo seria instituir um ensino técnico, ensinado uma profissão que ajudassem essas crianças a se tornarem prestadores de serviços no futuro, e aprendessem um ofício para sobreviver (alguns exemplos levantados por ele: corte e costura, mecânica, construção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto residiu nossa principal diferença de opinião. Apesar de concordar que esta seria uma solução que ajudaria essas pessoas a sobreviver no futuro, considero-a como uma solução paliativa e de curto prazo. Se formarmos nossas crianças para serem meros prestadores de serviços em subempregos, este país nunca mais sairá do subdesenvolvimento, perderá a chance de crescer (o maior espelho disso são países como a Índia e Coréia do Sul e os resultados que seus massivos investimentos em educação trouxeram após vinte anos) e continuará sendo o país da desigualdade social. Oportunidades iguais, apenas quando fornecermos formações iguais, senão nosso ensino continuará destinado apenas às classes mais altas e mesmo as faculdades públicas serão povoadas apenas por pessoas que têm condições de pagá-las e que por melhor que sejam suas intenções, jamais farão o mesmo para mudar a atual situação, como fariam essas crianças ao viver essas dificuldades na pele todos os dias se conseguissem chegar lá algum dia.&lt;br /&gt;Para não estender-me em demasia segue um pequeno diálogo que tivemos em SP, via e-mail e um editorial da FSP que retomou a discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser escrever para comentar o assunto, não deixe de fazê-lo, pois o Sr. Gruber e eu, apesar de boas intenções conhecemos muito pouco o assunto para discuti-lo no cerne da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Ricardo!&lt;br /&gt;Desculpe o atraso na minha resposta. Certamente não é falta de interesse, muito ao contrario, mas sim de tempo, já que estou envolvido na constituição de um projeto ambiental, sobre o qual seu pai pode ter comentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo enviado está muito bem escrito e condensa os inúmeros problemas da educação publica em poucas linhas.&lt;br /&gt;Estes problemas que são no fundo a causa para os tristes cenários que estamos ultimamente vivendo neste país.&lt;br /&gt;E não é só o alto numero de reprovações que causa constrangimento, mas também a falta de alternativa para os reprovados, que a partir de uma certa idade de escolaridade básica simplesmente não tem mais condições de freqüentar uma escola. Estes jovens deveriam ser guiados para uma formação profissional adequada aos talentos e inclinações deles.&lt;br /&gt;Evidentemente esta minha visão é um pouco idealista em vista da dura realidade profissional e do mercado de emprego, mas certamente é melhor para um menino de 14 anos virar um bom mecânico ou pedreiro do que atrapalhar sua própria vida  como a dos colegas de classe sendo reprovado pela enésima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, obrigado por seu interesse no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere ao IPod vou precisar de sua ajuda. Vamos combinar uma data para aulas intensivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;br /&gt;Gruber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Gruber,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a tristeza do nosso país. O problema não é o que se tenta ensinar (inglês, filosofia, corte e costura, etc) e sim que não temos competência para ensinar qualquer coisa. E quando a repetência é alta nos primeiros anos de escola, não é culpa exclusiva da matéria-prima (alunos) e sim do sistema de educação que não consegue fazer com que estes preencham os requisitos básicos para seguir ao ano seguinte. E seguem gerações sendo perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Ainda estou à disposição para ajudá-lo com o seu IPod. Quando quiser, entre em contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDUCAÇÃO REPROVADA&lt;br /&gt;Em termos de atraso educacional, o Brasil é comparável a alguns dos países mais pobres do globo. Essa é a conclusão que se pode tirar de uma pesquisa que mede a qualidade do ensino no mundo, realizada pela Unesco, agência da ONU para a educação, com base em 2002.O Brasil saiu-se mal em um indicador-chave da qualidade do aprendizado: a taxa de repetência no nível primário (da primeira à quarta séries do ensino fundamental). Segundo a Unesco, um em cada cinco alunos brasileiros é reprovado nessa etapa crítica do processo de instrução.Até algumas das nações menos desenvolvidas do planeta obtiveram taxas melhores. Na África, a Namíbia, o Senegal e Cabo Verde registraram apenas 13% de repetentes no ciclo primário. Entre os latino-americanos, a Nicarágua e o Suriname obtiveram, ambos, a marca de 11%.A indigência do ensino brasileiro, contudo, não chega a surpreender. Sucedem-se os governantes, mas a educação nunca é tratada como prioridade de fato. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu revolucionar o ensino, pouco fez para cumprir a sua palavra.A oito meses do fim do mandato, sua única realização digna de nota foi a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), aprovado ontem no Congresso. O Fundeb estenderá os repasses da União a todos os três níveis do ensino básico (o infantil, o fundamental e o médio) e promete aumentar o volume dos recursos aplicados no ensino.Trata-se de um avanço -mas de dimensão modesta diante do desafio oceânico. Aumentar a dotação de recursos é um movimento que pode redundar em nada se não vier acompanhado de um plano articulado e profundo para a educação. É preciso formar melhores professores -atraindo parte da elite do país de volta a essa nobre profissão e utilizando a reciclagem em larga escala-, instituir métodos universais de avaliar a qualidade do que é ensinado, estabelecer parâmetros e prioridades e persegui-las com obstinação.&lt;br /&gt;Editorial Folha de São Paulo - 27/04/06&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21117176-114856508854259517?l=oursidestory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oursidestory.blogspot.com/feeds/114856508854259517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21117176&amp;postID=114856508854259517' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/114856508854259517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/114856508854259517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oursidestory.blogspot.com/2006/05/educao-no-brasil.html' title='Educação no Brasil'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00719516386699176453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21117176.post-114676767131958499</id><published>2006-05-04T15:29:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T15:34:31.333-03:00</updated><title type='text'>Livro: Barbarians at the Gate</title><content type='html'>Aproveitei uma semana de férias na Bahia de Todos os Santos, e entre minhas longas horas de sono, a prainha, pescas com meu pai, e conversas filosóficas e pouco embasadas (são as melhores) com duas pessoas vividas e extremamente inteligentes (no caso meu pai e o senhor Gruber, nosso excelente companheiro de viagem) terminei a leitura do livro Barbarians at the Gate. Finalizar essa leitura (o livro é grande e os capítulos muito extensos, o que dificulta a leitura no dia-a-dia) era algo que vinha tentando fazer nos últimos 3 meses, e essa semana de férias casou como uma luva com esse objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, em primeiro lugar gostaria de falar sobre o livro na perspectiva do leitor, pura e simples, sem entrar ainda no âmbito profissional (essa é uma leitura obrigatória para quem trabalha com PE/VC, tem a intenção de fazê-lo um dia ou simplesmente tem interesse pelo assunto). O livro é extremamente cativante, viciante até. A história é contada sob a perspectiva dos diversos atores envolvidos, sendo que o embasamento histórico de cada um deles até chegarem naquele evento em questão (LBO da RJR Nabisco) é extremamente detalhado. À cada um dos principais personagens da história é dedicado ao menos um capitulo para explicar sua trajetória pessoal e profissional (e neste ponto recomendo fortemente ao menos a leitura do quinto capitulo, onde temos a história da KKR. A empresa é um mito, e sua história é simplesmente sensacional). Dessa forma, ao chegar ao ponto central da história que motivou o livro, a negociação do LBO da 19ª maior empresa americana à época (o maior da história até então), cada atitude, ação e movimento dos diversos personagens é lógico e coerente para o leitor, e por vezes por termos essa visão dos diversos pontos de vista na história, as motivações e crenças de seus personagens, é que conseguimos entender a genialidade, a ousadia, os paradigmas limitantes, enfim, todos os componentes que levam ao desfecho final. Não tenho a pretensão de dizer que essa história é contada de forma imparcial, que não existam imprecisões históricas, mas os autores fizeram uma pesquisa tão completa, e possuem o dom de contar a história de modo tão compreensível e acessível, que a linha lógica faz todo o sentido para o leitor mais atento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra perspectiva sobre a qual poderia discorrer acerca do livro, seria a visão de negócios, fazendo um paralelo com minha experiência como analista de um fundo de investimento em PE/VC. Mas não só essa análise seria pobre, devido à pequena e pouco relevante característica da minha experiência, como provavelmente seria falha em diversos pontos nos quais não consigo enxergar direito ainda, ou tenho mesmo uma visão incorreta. No entanto, posso garantir que diversos paralelos vão ocorrer ao longo da minha carreira, e com o tempo e experiência poderei identificá-los mais corretamente, e quem sabe, caso este espaço sobreviva, escrever sobre o assunto novamente. Hoje em dia sou apenas um iniciante, apaixonado por este mundo, e que com poucos preconceitos (o lado bom da inexperiência) lê fascinado um evento histórico, cultuado, enquanto aprende no seu cotidiano, com a oportunidade de trabalhar com pessoas mais experientes, como montar a sua própria história afim de um dia, quem sabe, participar de algo parecido (muita pretensão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, aos preguiçosos e aos que acham que não gostam de ler (isso não existe, você apenas não achou os livros certos), assisti, depois de ler o livro, ao filme produzido para a TV americana. Apesar de ilustrativo (e como era de se esperar), passa longe do livro, e é extremamente limitado em seu contexto. Realmente não vale a pena, a não ser para conhecer uma ilustração da casa de Henry Kravis (um museu de arte praticamente) e o escritório da KKR, que são sensacionais. Leiam o livro, vale muito mais a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21117176-114676767131958499?l=oursidestory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oursidestory.blogspot.com/feeds/114676767131958499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21117176&amp;postID=114676767131958499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/114676767131958499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/114676767131958499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oursidestory.blogspot.com/2006/05/livro-barbarians-at-gate.html' title='Livro: Barbarians at the Gate'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00719516386699176453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21117176.post-113805270805788730</id><published>2006-01-23T19:08:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T20:13:36.763-02:00</updated><title type='text'>Nossa primeira colaboração: Pedro Horigoshi (começamos bem, com o mais inteligente!!!)</title><content type='html'>Texto enviado pelo nosso amigo Pedro Horigoshi, colaborando com o objetivo desta página (assuntos interessantes, lembram?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês me permitem, vou fazer alguns comentários a partir do texto que o Pedro mandou. É apenas um ensaio. Ainda estou me preparando melhor (e acredito que o Claudio também) para falar de política, o que será inevitável neste ano de eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto passa por diversos assuntos cotidianos do nosso país e é bastante interessante por apresentar um visão estruturada e com ligação lógica entre os argumentos do autor. Outro fato interessante, é que num cenário político confuso em que a maioria dos grandes partidos está se perdendo em seus próprios erros e no descontrole de seus inúmeros membros, o autor conseguiu mostrar um grau de imparcialidade louvável, mostrando como atualmente nenhuma corrente política no Brasil está conseguindo se diferenciar em termos de conteúdo e se manter acima da medíocridade que ocupa um espaço cada vez maior no nosso cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordando ou não com os argumentos do autor, esperamos apenas que deste caos bem descrito no texto, nasça a indignação, e que dessa indignação surja alguma força capaz de mudar o que temos visto (e aparentemente temos pouca perspectiva de melhora no curto prazo). E que demonstre que, enquanto o nosso povo, em toda e qualquer situação, não entender que cidadania e respeito é que fazem um país grande, que pensar no ganho coletivo em detrimento ao ganho individual é que será o alicerce para qualquer tipo de crescimento (pessoal, coletivo, econômico, social), e que esse crescimento que pode nascer disto é exponencial (maior e mais relevante em todos sentidos em relação à soma dos ganhos individuais), o nosso país será sempre o país do futuro. E esse futuro, dessa forma, não chega nunca e nem nunca chegará. Viveremos uma eterna ilusão, e seremos os primeiros a dizer aos nossos filhos que sonhar não adianta de nada, porque isso que vemos aí sempre foi assim e não muda nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, escrevi demais, espero que vocês ainda tenham fôlego para ler o texto que realmente interessa, que é o que está transcrito abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem do CEO de Lojas Renner Sr.Jorge Galló ao agradecer o título de Personalidade de Vendas do Ano, recebido da ADVB, em 21 de novembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero cumprimentar as empresas vencedoras do Top de Maketing 2005 da ADVB e parabenizar o empresário Jorge Gerdau Johannpeter pelo troféu Peter Drucker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me lisonjeado com a distinção que a ADVB me oferece - Personalidade de Vendas do Ano. Devo confessar que a deferência me encheu de orgulho e me fez pensar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como personalidade de vendas, o que gostaria de vender para vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do panorama inquietante do país - da grande falta de valores, miséria, violência e indecência na política - vislumbro uma única reação possível e urgente: apostar nos princípios e valores que pautam nossas vidas pessoal e profissional, hoje suplantados por atitudes e práticas distorcidas. Nós não compactuamos com essa realidade. Precisamos e devemos mudar. É isso que quero vender hoje aqui: Um artigo que anda escasso no cotidiano brasileiro, valores fundamentais que nos fazem falta, pois dão sustentação à verdadeira democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vivemos em um país imenso e temos muitos "Brasis", precisamos ter um mínimo de valores comuns - como ética, decência, veracidade, honestidade, justiça - para estabilizar nosso presente e construir um futuro digno para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais os valores da sociedade em que vivemos? Como se distinguem? Parece que já não sabemos diferenciar valor de contra-valor na sociedade permissiva e passiva de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aviltamento dos padrões éticos, a falta de legitimidade das instituições e sua crescente deterioração e a falta de punição aos que legitimam os contra-valores minam e paralisam nossa capacidade de reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos todos anestesiados.Mas se quisermos - e queremos, com certeza - viver em um país sério e justo precisamos nos impor e restaurar nossos valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade, justiça, honestidade, ética, respeito, transparência, dignidade, bem estar social. São valores. Injustiça, desonestidade, deslealdade, oportunismo, corrupção, esperteza. São contra-valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai ganhar esta batalha? A crise política brasileira dos últimos meses é a maior prova de que vivemos em uma carência enorme de valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatos recentes evidenciam que perdemos o bom senso e a noção de justiça e de ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escândalos, a corrupção, o mau uso de verbas e o comportamento de muitos homens públicos geram ainda mais incertezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora Kramer, articulista do jornal O Estado de São Paulo, comentou em 22 de outubro a decisão do Supremo Tribunal Federal de soltar Paulo e Flávio Maluf. O que mais a intrigou foi a declaração do ministro Carlos Velloso que "ficou sensibilizado pelas precárias condições em que pai e filho estavam presos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delegacias e penitenciárias estão cheias de homens e mulheres que cumprem penas em péssimas condições. Por que o sofrimento dos Maluf comove mais? É bom lembrar ao ministro que esse pai, Paulo Maluf, é investigado pelo desvio de um bilhão de dólares do país, ou R$ 2,5 bilhões, dinheiro público que daria para construir mais de 150 hospitais e salvar milhares de vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cada um desses hospitais atendesse 200 pessoas por dia, 10 milhões de pessoas seriam beneficiadas anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em editorial de 21 de outubro, O Estado de São Paulo comentou o comportamento do presidente do Supremo Tribunal Federal durante a votação do pedido de liminar para a suspensão do processo de cassação aberto contra o deputado e ex-ministro José Dirceu, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Segundo o editorial, o presidente do Supremo conduziu os trabalhos "como se estivesse tocando uma câmara de vereadores interiorana, forçando seus membros a votar de acordo com os interesses que, por algum motivo, queria preservar". Foi arrogante, ríspido e preconceituoso com os demais ministros, "furtando-se a quaisquer considerações de natureza jurídica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estranhos valores são esses! Onde fica a justiça dos homens, o discernimento e o respeito pelo direito do outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina de escândalos, que culminou com a descoberta do mensalão, escancarou as inúmeras negociatas entre governos, partidos, empresas públicas e privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deputados e senadores, eleitos por nós, nossos representantes no Parlamento, trocaram sua dignidade e a confiança dos eleitores pela mercantilização da sua posição política - favores, apadrinhamentos, cargos. Tudo com o fim de garantir a permanência no poder. O que mais espanta é que não se constrangem ao assumir a compra de votos e o caixa 2. Até declaram que poderiam ter resolvido as dívidas passa das ou fazer caixa para campanhas futuras com os fornecedores do Ministério onde atuavam, mas preferiram procurar o tesoureiro do partido. Assim fez o ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto. Admitiu suas "malfeitorias" e deixou explícito que esse tipo de crime é recorrente, faz parte dos usos e costumes. É praticamente uma prerrogativa de um titular de pasta ministerial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da profusão de atos ilícitos, já aceitamos barbaridades como fatos banais. Estamos mesmo anestesiados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vieram os milhões do mensalão que circularam por gabinetes, malas e cuecas país afora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da sonegação, do contrabando, da pirataria, do abuso de poder, da conivência, do desvio, da impunidade, do "deixa pra lá". Da ausência de valores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto combatemos as práticas irregulares que afrontam as leis no país, como explicar que um produto pirateado - um filme em DVD - tenha chegado ao avião do presidente da República? A naturalidade com que convivemos com a pirataria mostra nossa flexibilidade em relação ao crime. Falta seriedade no combate ao mercado informal e aos vícios criminosos que interferem na economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta ética na concorrência, eficiência no gerenciamento das contas públicas, no controle de gastos, na administração de receitas e despesas.&lt;br /&gt;Essas práticas não combinam com os avanços democráticos que conquistamos.&lt;br /&gt;Democracia implica em leis funcionais, sem formalismos jurídicos nem jogo de faz de conta, sem o já conhecido "jeitinho brasileiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos compactuar com a tese de que "sempre foi assim". Não podemos minimizar a gravidade dos fatos e das acusações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde vão os recordes da arrecadação federal? O Estado criado para gerir e servir, recolhe milhões em impostos e não devolve nada à população. Ele mesmo consome os 40% do PIB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos mais permitir os pequenos delitos que geram os grandes delitos. Quando não exigimos nota fiscal, nos tornamos cúmplices da ilegalidade que se instaurou no país. E se sonegamos, não podemos exigir saúde, educação, trabalho, produção, segurança, direitos básicos do cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que resta para os milhões de jovens brasileiros que acompanham diariamente os escândalos da política pela mídia? Que valores nossos representantes no Parlamento transmitem a esses jovens ainda em formação, estudantes ou recém chegados ao mercado de trabalho? Que valores passam à população do país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É espantosa a falta de austeridade em relação aos gastos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamento do jornal O Estado de São Paulo mostrou que o governo federal já gastou mais de um bilhão de reais só com diárias de viagens. Nos últimos dois anos, há casos de servidores que receberam até 168 mil reais. Alguém pode me explicar o motivo de tanta viagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois esse dinheiro gasto na "farra das diárias" é cinco vezes maior do que o orçamento do Ministério da Cultura para este ano; 44 vezes maior do que o total investido no programa Primeiro Emprego. Isso sem falar nas verbas que são desviadas e nunca chegam ao seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu-se o respeito pelo dinheiro público, arrecadado pelos inúmeros e caros impostos pagos pela população e pelas empresas, fruto do trabalho duro de milhões de brasileiros. Não só pagamos impostos, mas ainda pagamos as despesas pelo pagamento desses impostos e não sabemos exatamente o quanto pagamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma grande ausência de princípios na forma de governar, de gerenciar empresas e entidades e nas atitudes de muitos homens públicos que detêm o poder político e econômico nesse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um governo, assim como uma empresa ou uma entidade, precisa ter valores e projetos claros. O que pensar quando dois senadores da República e um deputado federal ameaçam "dar uma surra" no presidente do país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que ponto chegamos senhores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o decoro parlamentar e a dignidade de quem foi eleito para defender os interesses da nação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer quando o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil - depois de receber R$ 326 mil do valerioduto e gastar R$ 70 mil na compra de mesas para um show - envolve-se em outro escândalo: o uso do cartão corporativo do Banco para pagar despesas com sites pornográficos da internet? Esse mesmo diretor recebeu um envelope com mais de R$ 300 mil e disse que não conferiu o conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o presidente do Banco Popular - destinado à prestar serviços bancários para pessoas de baixa renda - conseguiu gastar mais em publicidade - R$ 24 milhões do que em empréstimos ao povo - R$ 20 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Revista Veja de 26 de outubro, não nos falta polícia. Temos 322 policiais por grupo de 100 mil habitantes, enquanto que os Estados Unidos tem 283. Não nos faltam juízes. Temos 7,73 juízes para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto que o Chile tem 3,22 juízes para o mesmo número de habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos falta, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos leis e mais aplicação correta, ao invés de milhares de leis que se sobrepõem e confundem a todos, propiciando o adiamento de decisões, postergações, decursos de prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, as penas prescrevem e a pessoa é declarada inocente, pois não é julgada a tempo. No Brasil, vale a lei da impunidade. Falta eficiência nas investigações, no julgamento dos processos, no gerenciamento das políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina pública brasileira sofre de incapacidade gerencial. Os gestores não conseguem gastar com eficiência o pouco dinheiro que sobra para investimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em três anos de governo Lula, a folha de pagamento do Legislativo cresceu 53,6%; do Judiciário, 35,5%; do Ministério Público da União, 45,2% e do Executivo, 27,8% - todos acima da inflação acumulada de 24,5% ocorrida nesses três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se muito na redução de juros, mas pouco nas despesas do governo. A ministra Dilma precisa saber que também é rudimentar e indecente a maneira como o governo aumenta suas despesas, o que torna os juros ainda maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os investimentos em infra-estrutura e projetos econômicos e sociais dirigidos à população ficaram abaixo de 1% do PIB entre 2003 e 2005. Mais um dos tantos sintomas que comprovam a ausência de VALORES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, cidadãos e empresários aqui presentes, como ficamos diante disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos perguntamos que Brasil queremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos responsáveis e temos que sair dessa passividade com urgência. Nós, empresários, líderes, homens e mulheres de bem, políticos corretos, trabalhadores que queremos viver em um país digno precisamos de atitude. É hora de acordar dessa isenção preguiçosa e assumir nossas responsabilidades. O Brasil somos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso superar velhos e confortáveis hábitos que nos conduzem pela mesma trilha e dizer o que ainda não se disse e precisa ser dito. Quando deixamos de sonhar ou de ter esperança sucumbimos tanto na vida pessoal, como profissional ou coletiva. Cabe a nós dar um basta à corrupção e à ineficiência, práticas que só se expandem em sociedades precárias e fracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utopia está tanto nos grandes movimentos sociais que a história conheceu, como nos pequenos atos de cada um de nós, que podem mudar o nosso Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho uma reflexão profunda e um trabalho incessante pela recuperação dos valores que aprendemos com nossas famílias. Vamos expor nossa revolta, nos transformarmos em verdadeiros agentes que podem redimir este país. Não podemos deixar que os contra-valores vençam esta guerra. O país que queremos para nossos filhos e netos não é este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos um país que gaste menos e onde todos paguem menos impostos; um país que aplique bem os recursos arrecadados; que invista em saúde, segurança, educação, geração de emprego e no bem estar da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país que não figure mais no 71o. lugar do ranking da Unesco em educação. Um país que respeite sua gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos levantar a bandeira dos valores que aprendemos eliminar os contra-valores, voltar a sentir orgulho, divulgar as boas ações, as boas práticas, os valores verdadeiros e fazer do Brasil um país digno e justo, que traga futuro para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de tolerância, virtude brasileira hoje tão permissiva. Não vamos aceitar pequenos delitos, pequenas infrações, pequenos roubos, pequenas corrupções e pequenos desvios que insuflam os grandes e são alimentados pelo tradicional "jeitinho brasileiro", que acha solução para tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há meio termo quando a questão é ética. Ou se é honesto ou não se é honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cidadãos, somos agentes da mudança. E a mudança está em dizermos não aos agentes dos contra-valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiante na minha capacidade de venda, com a certeza de que vendi o produto VALOR e encontrei eco em cada um de vocês, finalizo lembrando um artigo do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Somos a matéria prima desse país e temos muitas coisas boas, mas nos falta ainda muito para sermos os homens e mulheres que nosso Brasil precisa. Esses defeitos, essa ESPERTEZA BRASILEIRA congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, real e ruim, tem que acabar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade é de todos nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre 16 de novembro de 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21117176-113805270805788730?l=oursidestory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oursidestory.blogspot.com/feeds/113805270805788730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21117176&amp;postID=113805270805788730' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/113805270805788730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/113805270805788730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oursidestory.blogspot.com/2006/01/nossa-primeira-colaborao-pedro.html' title='Nossa primeira colaboração: Pedro Horigoshi (começamos bem, com o mais inteligente!!!)'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00719516386699176453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21117176.post-113778552208745143</id><published>2006-01-20T17:00:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T19:40:21.413-02:00</updated><title type='text'>Chegando para contribuir</title><content type='html'>Não pensem que é sinal de descaso a minha demora em colocar o primeiro texto nesse espaço, mas estou com problemas em administrar melhor meu tempo (leia-se: trabalhar menos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem disse o Ricardo, nos comprometemos aqui a escrever, parafrasear ou copiar descaradamente alguma besteira que acrescente, que os deixe revoltados ou pelo menos faça-os pensar pelo menos por alguns minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso temos a responsabilidade em fazer com que toda a vez que acessem esta espaço não percam seu tempo lendo clichês toscos, como foi meu dia ou se o cocô do meu cachorro está consistente, mas sim vejam um fato inusitado, um ponto de vista diferente, uma opinião contrastante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vamos conseguir isso, aí já é outra história...no entanto, tenham esperança amigos!&lt;br /&gt;PS: Sugiro que depositem esta esperança nos textos do Ric&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar (bem?), deixo aqui uma foto (Fernando de Noronha, janeiro 2006) para inspirar a semana de todos!&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7321/2137/320/DSC_1561.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;beijos e abraços,&lt;br /&gt;Claudio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21117176-113778552208745143?l=oursidestory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oursidestory.blogspot.com/feeds/113778552208745143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21117176&amp;postID=113778552208745143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/113778552208745143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/113778552208745143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oursidestory.blogspot.com/2006/01/chegando-para-contribuir.html' title='Chegando para contribuir'/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15919438213573700024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21117176.post-113753555104458701</id><published>2006-01-17T20:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T20:16:09.763-02:00</updated><title type='text'>Iniciando com Steve Jobs</title><content type='html'>Já que não vou escrever agora, coloco o texto do Steve Jobs, só como inspiração para as próximas postagens. Como escreveu meu chefe, quando me mandou o texto: You guys, learn something for a change!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'You've got to find what you love,' Jobs says&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the text of the Commencement address by Steve Jobs, CEO of Apple Computer and of Pixar Animation Studios, delivered on June 12, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I've ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That's it. No big deal. Just three stories.&lt;br /&gt;The first story is about connecting the dots.&lt;br /&gt;I dropped out of Reed College after the first 6 months, but then stayed around as a drop-in for another 18 months or so before I really quit. So why did I drop out?&lt;br /&gt;It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife. Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: "We have an unexpected baby boy; do you want him?" They said: "Of course." My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.&lt;br /&gt;And 17 years later I did go to college. But I naively chose a college that was almost as expensive as Stanford, and all of my working-class parents' savings were being spent on my college tuition. After six months, I couldn't see the value in it. I had no idea what I wanted to do with my life and no idea how college was going to help me figure it out. And here I was spending all of the money my parents had saved their entire life. So I decided to drop out and trust that it would all work out OK. It was pretty scary at the time, but looking back it was one of the best decisions I ever made. The minute I dropped out I could stop taking the required classes that didn't interest me, and begin dropping in on the ones that looked interesting.&lt;br /&gt;It wasn't all romantic. I didn't have a dorm room, so I slept on the floor in friends' rooms, I returned coke bottles for the 5¢ deposits to buy food with, and I would walk the 7 miles across town every Sunday night to get one good meal a week at the Hare Krishna temple. I loved it. And much of what I stumbled into by following my curiosity and intuition turned out to be priceless later on. Let me give you one example:&lt;br /&gt;Reed College at that time offered perhaps the best calligraphy instruction in the country. Throughout the campus every poster, every label on every drawer, was beautifully hand calligraphed. Because I had dropped out and didn't have to take the normal classes, I decided to take a calligraphy class to learn how to do this. I learned about serif and san serif typefaces, about varying the amount of space between different letter combinations, about what makes great typography great. It was beautiful, historical, artistically subtle in a way that science can't capture, and I found it fascinating.&lt;br /&gt;None of this had even a hope of any practical application in my life. But ten years later, when we were designing the first Macintosh computer, it all came back to me. And we designed it all into the Mac. It was the first computer with beautiful typography. If I had never dropped in on that single course in college, the Mac would have never had multiple typefaces or proportionally spaced fonts. And since Windows just copied the Mac, its likely that no personal computer would have them. If I had never dropped out, I would have never dropped in on this calligraphy class, and personal computers might not have the wonderful typography that they do. Of course it was impossible to connect the dots looking forward when I was in college. But it was very, very clear looking backwards ten years later.&lt;br /&gt;Again, you can't connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something - your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.&lt;br /&gt;My second story is about love and loss.&lt;br /&gt;I was lucky - I found what I loved to do early in life. Woz and I started Apple in my parents garage when I was 20. We worked hard, and in 10 years Apple had grown from just the two of us in a garage into a $2 billion company with over 4000 employees. We had just released our finest creation - the Macintosh - a year earlier, and I had just turned 30. And then I got fired. How can you get fired from a company you started? Well, as Apple grew we hired someone who I thought was very talented to run the company with me, and for the first year or so things went well. But then our visions of the future began to diverge and eventually we had a falling out. When we did, our Board of Directors sided with him. So at 30 I was out. And very publicly out. What had been the focus of my entire adult life was gone, and it was devastating.&lt;br /&gt;I really didn't know what to do for a few months. I felt that I had let the previous generation of entrepreneurs down - that I had dropped the baton as it was being passed to me. I met with David Packard and Bob Noyce and tried to apologize for screwing up so badly. I was a very public failure, and I even thought about running away from the valley. But something slowly began to dawn on me - I still loved what I did. The turn of events at Apple had not changed that one bit. I had been rejected, but I was still in love. And so I decided to start over.&lt;br /&gt;I didn't see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.&lt;br /&gt;During the next five years, I started a company named NeXT, another company named Pixar, and fell in love with an amazing woman who would become my wife. Pixar went on to create the worlds first computer animated feature film, Toy Story, and is now the most successful animation studio in the world. In a remarkable turn of events, Apple bought NeXT, I retuned to Apple, and the technology we developed at NeXT is at the heart of Apple's current renaissance. And Laurene and I have a wonderful family together.&lt;br /&gt;I'm pretty sure none of this would have happened if I hadn't been fired from Apple. It was awful tasting medicine, but I guess the patient needed it. Sometimes life hits you in the head with a brick. Don't lose faith. I'm convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You've got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle. As with all matters of the heart, you'll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don't settle.&lt;br /&gt;My third story is about death.&lt;br /&gt;When I was 17, I read a quote that went something like: "If you live each day as if it was your last, someday you'll most certainly be right." It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: "If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?" And whenever the answer has been "No" for too many days in a row, I know I need to change something.&lt;br /&gt;Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything - all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure - these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.&lt;br /&gt;About a year ago I was diagnosed with cancer. I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn't even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months. My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor's code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you'd have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.&lt;br /&gt;I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery. I had the surgery and I'm fine now.&lt;br /&gt;This was the closest I've been to facing death, and I hope its the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:&lt;br /&gt;No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life's change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.&lt;br /&gt;Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma - which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of other's opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.&lt;br /&gt;When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch. This was in the late 1960's, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.&lt;br /&gt;Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue. It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: "Stay Hungry. Stay Foolish." It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.&lt;br /&gt;Stay Hungry. Stay Foolish.&lt;br /&gt;Thank you all very much.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21117176-113753555104458701?l=oursidestory.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oursidestory.blogspot.com/feeds/113753555104458701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21117176&amp;postID=113753555104458701' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/113753555104458701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21117176/posts/default/113753555104458701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oursidestory.blogspot.com/2006/01/iniciando-com-steve-jobs.html' title='Iniciando com Steve Jobs'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00719516386699176453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
